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O câncer é o resultado da multiplicação exagerada e descontrolada de algumas células que adquirem a capacidade de invadir estruturas sadias à sua volta. Eventualmente, podem deslocar-se do seu local de origem, atingir a corrente sanguínea e alcançar outras partes do corpo. Quando essas alterações ocorrem no tecido mamário, temos o Câncer de Mama, que se manifesta, normalmente, sob a forma de um caroço ou nódulo palpável.
Não. Temos vários nódulos mamários palpáveis que são de natureza benigna, sendo mais comuns os cistos e fibroadenomas que têm boa evolução e, na maioria dos casos, só necessitam de controle periódico.
O aparecimento de ínguas nas axilas, modifi cações da forma e tamanho das mamas, saída de secreção escura ou com sangue pelo mamilo e modifi cações na pele, na auréola mamária ou no mamilo podem ser sinais indicativos de Câncer de Mama.
Sim, existem fatores de risco, que estão associados ao aparecimento do Câncer de Mama. Esses fatores devem ser identificados, pois permitem ao médico acompanhar seus pacientes individualmente e traçar condutas específicas para a prevenção.
São considerados fatores de alto risco a história familiar (mãe ou irmã com Câncer de Mama na pré-menopausa) e a presença de alterações genéticas (modifi cações nos genes associados ao Câncer de Mama - BRCA1 e BRCA2). A intensificação de medidas preventivas leva à detecção precoce das alterações, aumentando a chance de cura.
A detecção das modifi cações nos genes associados ao Câncer de Mama - BRCA1 e BRCA2 indica, apenas, uma predisposição não sendo defi nitiva para o aparecimento de Câncer de Mama. Esse exame deve ser feito preferencialmente nos grupos de mulheres que apresentem uma história familiar de Câncer em Mama ou ovário.
O diagnóstico precoce do Câncer de Mama possibilita o tratamento em estágios iniciais da doença, evitando procedimentos mais radicais e aumentando as chances de cura.
A detecção precoce inclui três estratégias complementares:
A mamografia é um exame de Raios X das mamas. Na imagem radiográfica da mamografia, o especialista consegue detectar alterações sugestivas de câncer e diferenciá-las das lesões benignas. Para a realização do exame é necessária a compressão dosada das mamas, sem a qual não é possível a visualização adequada do tecido mamário e a distinção das lesões. Apesar de ser considerada desconfortável por algumas mulheres, essa compressão não causa nenhuma agressão ao tecido mamário. Não é indicado que pacientes sensíveis realizem o exame na fase pré-menstrual, quando já existe uma sensibilidade aumentada nas mamas.
A primeira mamografia deve ser realizada entre 35 e 40 anos e controles periódicos estão indicados anualmente ou bianualmente a partir dessa faixa etária. Já nas mulheres com história familiar de Câncer de Mama em casos ascendentes de primeiro grau (como mãe e avó materna), o rastreamento mamográfico deve começar 10 anos antes da idade em que as mesmas tiveram a doença. Exemplo: se a mãe teve o Câncer de Mama aos 40 anos, o rastreamento deve começar aos 30 anos.
É importante ressaltar que a mamografia é recomendada como método de rastreamento, sendo indicada para todas as mulheres, independente da existência de sinais ou predisposição para o câncer.
A dupla checagem de exames foi introduzida com o objetivo de diminuir as falhas na liberação de resultados e consiste na releitura das imagens por examinadores distintos, em momentos diferentes, para não haver a influência da primeira leitura. Tal procedimento é realizado de rotina pelo laboratório e aumenta em até 15% a sensibilidade da mamografia, ou seja, a probabilidade de um resultado falso negativo diminui quando realizada a dupla checagem.
A ultrassonografia das mamas não é método de rastreamento para câncer das mamas, mas é considerada como um importante adjuvante, em algumas condições, tais como:
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